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Reviews Ordinários | Estreia brilhante ou final em ruínas? O Agente Secreto indicado ao Oscar, divide e choca

Visual deslumbrante, grandes atuações e uma promessa de cinema poderoso. até que ponto a narrativa não vira uma frustração?

O Agente Secreto começa impressionando: cenografia, fotografia e figurinos são impecáveis, compondo um universo visualmente rico e cuidadosamente construído. Mas toda essa beleza esbarra em uma narrativa desinteressante, que só ganha algum fôlego graças ao alívio cômico de Tania Maria: brilhante, precisa e completamente à vontade, carregando o texto nas costas com naturalidade.

Wagner Moura está muito bem e claramente se esforça, mas nem ele nem o elenco dedicado conseguem impedir o que já virou marca registrada de Kleber Mendonça Filho: a tendência de sabotar os próprios filmes. A quebra de expectativa é tão bizarra que, em vez de trazer originalidade, torna O Agente Secreto uma obra que se assiste uma vez e nunca mantém o mesmo impacto, devido ao desalinho do desfecho.

Kleber repete vícios: assim como fez com os cupins em Aquarius e com o tiro ao alvo em Bacurau, agora aposta na lenda da Perna Cabeluda, tratada com edição fraca e efeitos especiais pouco convincentes. O roteiro se atrapalha em idas e vindas, e as cenas ambientadas no presente sofrem com atuações frágeis, incapazes de sustentar o enredo, empobrecendo ainda mais o filme.

O final, anticlimático, se apaga de forma fosca e sem vida, um contraste doloroso com o início promissor. Ainda assim, para muitos, isso já se tornou uma característica recorrente do diretor.

REVIEW OVERVIEW

O Agente Secreto
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O Agente Secreto: Visual deslumbrante, grandes atuações e uma promessa de cinema poderoso. até que ponto a narrativa não vira uma frustração?Reviews Ordinários | Estreia brilhante ou final em ruínas? O Agente Secreto indicado ao Oscar, divide e choca